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Patrícia Capítulo 25 
Cíntia abriu a porta. ––– Mesmo se eu estivesse acompanhada, não há nada que me impeça de receber uma amiga. Entra aí. Acabei de sair do banho, vou terminar de me vestir e já volto. Nem precisava dizer isto, pois Patty sentiu o cheiro de banho assim que a porta foi aberta. ––– Por mim, você não precisa se vestir. Tá ótimo assim! – sorriu Patrícia. ––– A sua “mulher-maravilha” já começou a mostrar suas imperfeições? – perguntou Cíntia, voltando até a sala e, como não obteve resposta, retornou ao quarto. Minutos depois, ela voltou vestida com um conjuntinho amarelo, bem leve, formado de calça comprida e blusa transparente. Assim, pronta para se deitar, ler e esperar o sono. Patrícia, totalmente esquecida de Iara, não resistiu: ––– Ah, isso é provocação! Sou mesmo obrigada a resistir? Cíntia se fazendo de difícil, fingiu não ouvir. ––– Toma alguma coisa? --- Água, toda a água que você tiver aí. ––– Xi, a coisa foi pior do que pensei. Quer conversar? Você não é visita, vá até a cozinha, pegue sua água e venha me contar o que houve. - Cíntia sorria da cara de Patty, como quem diz: eu avisei! ––– Topa viajar comigo, Cín? ––– Alguém tem que trabalhar enquanto você curte suas férias, esqueceu? Conta logo, mulher... E Patrícia narrou os fatos como realmente aconteceram. ––– Na verdade, eu nem queria ter vindo aqui. Tive medo de não resistir a você, mas senti necessidade de conversar. ––– Fez bem em vir. Quanto a resistir, não se preocupe, que eu faço isso por nós duas. – respondeu Cíntia, sem sorrir. ––– Bom, e o dia terminou sem que eu soubesse como foi a audiência... ––– Pois você veio ao lugar certo, Patty. Deu tudo certo lá. Ele levou a Érica a tiracolo, e ela me contou. Resumindo: a mulher está praticamente livre. Não perca tempo, atenda logo esse celular que não pára de tocar, porque deve ser ela doida pra te dar as boas novas. Realmente, o celular, ignorado por Patrícia, tocava o tempo todo. Num só movimento, ela apertou uma tecla, mudando para o modo silencioso e continuou. ––– Cíntia, eu cheguei a pensar que talvez eu tenha sido apenas um apoio que ela precisava, para tomar essa decisão e manter-se firme nela... Ela mudou muito comigo... Antes era mais carinhosa, receptiva... Quando sentiu que eu estava “de quatro”, mudou. ––– É Patty, olhando pra você hoje, agora, fico procurando aquela mulher forte, de cabeça erguida e segura de si que eu conheci. Será que esta paixão te deixou assim, tão frágil? Se for isso, sinto muito dizer, mas ela não te faz bem. O amor tem o poder de nos fortalecer, e não o contrário. ––– Também não precisa exagerar! Não mudei tanto assim – rebateu Patrícia, preocupada. ––– Essa idéia da viagem é boa. Pegue sua mãe e vá pra algum lugar onde vocês possam descansar... Vai ser bom pra vocês duas. Sua mãe também precisa de outros ares... Há quanto tempo ela não viaja? Porém, avise a Iara. Você não tem necessidade de fugir. Na volta, você decide sua vida com ou sem ela. ––– Talvez você tenha razão. Só que... Tenho mesmo que levar minha mãe? ––– Tá vendo como esse amor aí mexeu com sua cabeça? Que dúvida é essa? ––– É, vou pensar nisso e falar com minha mãe... Conversaram por mais algum tempo, e Patty se despediu. Mal se viu sozinha, Cíntia se jogou na cama e chorou. E com seu pranto deixou escorrer toda a esperança de reconquistar Patrícia.
>>>>>>>><<<<<<< Antes mesmo de fechar a porta atrás de si e dar dois passos dentro de casa, Patrícia perguntou, quase gritando: ––– Mãe, vamos viajar? ––– Primeiro cumprimente a visita, menina – foi a resposta de dona Marta. Só então Patty viu Iara sentada ao lado da mãe. Sentiu a cor sumir de seu rosto, tamanha a surpresa. Iara sorriu naturalmente e todo o ambiente ganhou novas cores aos olhos de Patrícia. “Como eu amo esta mulher!”, pensou se refazendo do choque inicial. ––– Iara... ––– Pois é... Desde que cheguei, estou pedindo desculpas a sua mãe pelo adiantado da hora, e por ter vindo sem ser convidada, mas como você não atendeu minhas ligações, fiquei preocupada. ––– É que eu fui ao cinema e deixei o celular no silencioso, mentiu Patty. Elas perceberam a mentira, mas se calaram. ––– Bem, já é tarde pra mim. – disse dona Marta se levantando ─ vou para o meu quarto. E, virando-se para Iara: ––– Fique à vontade e volte mais vezes. Gostei muito da sua companhia. Boa noite... Assim que ela se retirou da sala, Iara se aproximou de Patrícia. ––– Senti muito a sua falta hoje... ––– E vai sentir essa falta por algum tempo, porque vou viajar, e muita coisa pode mudar. ––– Posso ir com você? Patrícia sentou-se ao lado de Iara, olhou fixamente pra ela e falou: ––– Você é uma mulher linda, tem um filho lindo e uma vida toda para reconstruir. Não pretendo te pressionar, exigindo que se decida por viver ao meu lado... Os últimos dias foram tumultuados, eu sei... Mas preciso muito saber até que ponto eu devo investir na nossa relação. Não há absolutamente nada que me impeça de viver o nosso amor... Sou independente, tenho o apoio da minha mãe e respeito as outras pessoas, tanto quanto elas me respeitam. Só falta você na minha vida. E eu te quero por inteiro... Iara, contrariando a sua educação, interrompeu-a: ––– O único obstáculo entre nós é o seu temperamento impulsivo. Você quer tudo pra ontem... Não quer enxergar que estou passando por mudanças radicais e, por mais que eu esteja apaixonada, necessito de espaço e tempo para agir. ––– Você tem todo o tempo do mundo pra se recompor! E não admito essa minha impulsividade. Não mesmo, Iara! Não acredito que eu esteja errada por querer viver o amor, agora que o encontrei! Agora, tudo bem, se você está querendo me dizer que sou pegajosa, posso te dar o espaço que tanto precisa. Esta viagem vai me deixar longe por algum tempo. ––– Patrícia, como você é impaciente... Vou-me embora. Amanhã de manhã devo sair para procurar um apartamento. Ficou decidido que o Hélio ficará na casa. Nesta nova fase, um apartamento é mais seguro. Quando você voltar da sua viagem, me procure. Iara pegou a bolsa e, antes que chegasse à porta, Patty a impediu com um abraço por trás e, beijando suas costas, disse: ––– Hei, não faça assim! Não se vá ainda. Fica mais um pouco comigo... Conta pra mim como foi a audiência, me fala dos seus planos... Será que é tão complicado entender que tudo o que eu quero é participar da sua vida, e estar do seu lado para te apoiar em suas decisões? Não quer mais viajar comigo? Ao ouvir essas palavras, Iara baixou a guarda e sentiu seu coração se encher novamente de carinho e admitiu que deveria ser mais compreensiva com Patty, que apenas queria estar por perto. ––– É assim que eu gosto de te ver, Patty: tranqüila em relação ao nosso sentimento... E pode ter certeza que nós ficaremos juntas. Talvez não seja hoje, mas será logo, amor. Esse dia está mais perto do que você imagina. ––– Você, e só você, sabe como me acalmar e me trazer de volta ao eixo. – disse Patrícia. E, pegando-a pela mão, levou-a ao seu quarto. Ao entrarem, ela perguntou: ––– Quer conhecer minha cama mais intimamente, ou fica satisfeita só de olhar assim, de longe? Iara, sem resistir, sorriu. ––– Ah, minha criança boba... Preciso aprender você, assim, inteira... Ainda não me acostumei com tanto amor... Com seu jeito de me demonstrar o seu amor... Ajude-me a te aceitar assim, geniosa e irresistível... Aos beijos caíram na cama e, apesar do cuidado para não fazer barulho, mataram saudade dos toques e carícias que somente a elas pertenciam.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>><<<<<<<<<<<<<<<<<<<< Já era madrugada quando Iara chegou em casa. Tentou entrar discretamente para não despertar os pais. Inútil. Seu pai, sentado na escuridão da cozinha, lhe esperava. ––– Foi para viver esse tipo de vida que você quis se separar? A voz do pai assustou-a. ––– Pai, o senhor não foi dormir ainda? ––– E sua mãe também não. Ela está lá no quarto ansiosa, sem saber por onde anda a filha. Quando você estava casada, sossegada em sua casa, com seu marido e seu filho, como convém a uma mulher decente, a gente deitava e dormia em paz. Agora, no primeiro dia de separada, você chega em casa a essa hora e acha normal? Foi para levar esse tipo de vida e ter essa liberdade que você lutou tanto para se divorciar? Iara percebeu que o pai estava nervoso e ele não fazia a menor questão de disfarçar. ––– Pai, não é nada disso. Olha, quando saí daqui eu avisei a mãe que iria visitar uma amiga. Não fiz nada de errado, pai... ––– Olha, minha filha, enquanto você viver aqui, nesta casa, tem que respeitar a sua mãe e eu. Pense nisso! Boa noite! Iara, que durante a conversa permanecera de pé diante do pai, se jogou numa cadeira e decidiu que no dia seguinte daria um jeito de sair dali. Não se sujeitaria à mesma vida, não continuaria a dar satisfações a quem quer que fosse. Não este tipo de satisfação! Indignada, foi para seu quarto, já esquecida dos bons momentos que acabara de viver com Patrícia.
Escrito por Maria Menina às 21h20
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Patrícia Capítulo 24 
Patrícia foi a primeira a chegar ao escritório na manhã seguinte. Antes que todos chegassem, resolveu algumas pendências, arrumou sua gaveta, retirando alguns papéis com anotações de assuntos pessoais e aguardou. Érica chegou logo depois, muito sorridente e simpática. ––– Bom dia, Patty! ––– Bom dia, Érica, tudo bem? ––– Tudo... O doutor Santiago pediu que eu te passasse esses papéis aqui pra assinar, porque ele não vem agora pela manhã, por causa da audiência do divórcio... Você deve estar sabendo, né? Patrícia ignorou a pergunta dela, pegou a requisição de férias, leu e assinou em silêncio. De repente, percebeu que teria que correr muito, para conseguir a transferência antes do término das férias. “Minha vida pode mudar muito daqui pra frente! Será que estou mesmo preparada? Talvez houvesse outra solução... Essa mudança vai afetar tanto a vida da minha mãe também...” –––Bom dia, meninas! Era Cintia que, pra variar, interrompia os pensamentos de Patrícia. ––– Oi, Cintia! Eu quero mesmo te passar esses processos aqui... Conversaram por alguns minutos sobre trabalho, e Patrícia se despediu prometendo ligar de vez em quando, durante as férias. Cintia ficou pensativa. Até há pouco tempo não sabia quase nada de Patty. De uma hora pra outra a conheceu tão bem, se apaixonou ainda mais e agora assistia a sua partida. Talvez definitiva, talvez não... Mas Patty estava indo para os braços de outra mulher... A dor era quase insuportável... “Talvez eu te esqueça, um dia, Patty...” pensou enquanto a outra saía pela porta. Patrícia entrou no carro e ficou sem saber que rumo tomar. Pensou no quanto gostaria de estar ao lado de Iara no dia de hoje, durante a audiência. Já que não poderia, resolveu mandar flores para sua amada. Entrou numa floricultura, escolheu um lindo arranjo de flores silvestres, escreveu o cartão e deu o endereço de Iara. Saindo dali, viu uma loja de roupas femininas. Entrou e comprou uma blusa que achou a “cara de Iara”. Sorriu pra si mesma, pediu embalagem para presente e saiu toda contente, já imaginando a surpresa do seu amor ao receber um presente seu. Lembrou-se que jamais dera nada pra ela. Como não pensou nisso antes? Dali foi ao banco e voltou pra casa, para almoçar com a mãe. Descansou um pouco, se arrumou e saiu.
Foi direto para o fórum, onde pretendia pelo menos dar um beijo em Iara, e desejar-lhe boa sorte, já que não poderia estar presente em todos os momentos. Ainda era cedo, por isso passou numa lanchonete para tomar um café e esperar. De onde estava, viu quando Iara chegou. Antes que pudesse chegar até ela, o advogado se aproximou, e eles entraram. Ela foi atrás. Entrou, cumprimentou algumas pessoas conhecidas e chamou por Iara, que estava a uns dez passos dela. Iara falou algo com o advogado e, aproximando-se dela, pegou-a com força pelo braço, levando-a para um canto mais reservado. ––– O que é isso, meu amor? – assustou-se Patty. ––– Patrícia, você ficou maluca? Como é que você me manda flores, com um cartão apaixonado, para a casa de meus pais? ––– Qual é o problema? Pensei que isto fosse te agradar! ––– Acontece que minha mãe, curiosa, leu o cartão antes mesmo de me entregar! ––– Eu não tenho culpa se sua mãe é mal educada... ––– Olha, não posso conversar agora! Vou entrar e você, por favor, fica longe de mim! Depois que eu resolver tudo aqui, nós duas vamos ter uma conversa definitiva. E saiu, deixando-a com lágrimas nos olhos. “Pôxa, eu não mereço ser tratada assim!” Saiu desolada dali e entrou no primeiro bar que encontrou. Sentou-se e pediu uma bebida. O garçom, solícito, perguntou: ––– Que bebida a senhora deseja? ––– Qualquer uma - respondeu mal-humorada. Talvez por perceber que se tratava de uma moça refinada, ele trouxe um drink com pouco álcool. Ela bebeu de um só gole e pediu algo mais forte. ––– Senhora, que tipo de bebida deseja? Ela o olhou como se fosse obrigação dele adivinhar o seu gosto. ––– Dry Martini. Ficou ali, bebendo e pensando. Pensamentos tortos, desconexos, e contraditórios... Quando pediu a conta, o garçom questionou-a: ––– Posso chamar um táxi, senhora? ––– Táxi? Por que eu precisaria de um táxi, se estou com meu carro estacionado bem ali?! ––– Perdoe-me, mas a senhora não está em condições de dirigir. Deixe seu carro aí e amanhã, ou mais tarde, a senhora vem, ou manda alguém vir buscar... ––– Você não está entendendo! Eu vou dirigindo e pronto. Com muita delicadeza e paciência, o garçom conseguiu convencê-la a ir de táxi. Como uma última tentativa de rebeldia, ela se negou a pagar a conta. O garçom disfarçou, riu e concordou, entregando-lhe um cartão do bar. Em muitos anos de profissão, aprendera a conhecer um pouco sobre a índole das pessoas. Ao chegar ao seu prédio, ela desceu e também não pagou o táxi. O motorista foi à portaria e, depois de algumas palavras, o porteiro concordou em ir até ao apartamento da Doutora Patrícia pegar o dinheiro da corrida. Dona Marta não acreditou quando viu a filha naquele estado. Mas antes que pudesse se refazer do choque, a campainha tocou. Era o porteiro. Ela pegou o dinheiro, entregou a ele e fechou a porta. Patrícia já estava no banheiro passando mal. Sua mãe colocou-a debaixo da água fria, no chuveiro, sem dizer nada. “Não vou perder meu tempo conversando com uma pessoa bêbada... depois ela me explica que palhaçada é essa... já vi esse filme antes, meu Deus!” pensou ela, lembrando-se do quanto sofrera com o marido. A sede despertou Patrícia. De camiseta e calcinhas ela olhou para o relógio, piscou várias vezes para acreditar e viu as horas. Eram 20h e 20min. “Nossa, o que aconteceu? Por que estou dormindo nesse horário?” Aos poucos se lembrou do encontro com Iara, da bebedeira... E só. Não sabia como havia chegado em casa. Levantou-se e foi à cozinha, louca pra mergulhar num barril de água. Ao passar pela sala, viu a mãe na frente da TV. Sem dizer nada, continuou seu caminho até a geladeira onde pegou a garrafa de água e a trouxe consigo pro sofá. ––– Aquela moça ligou várias vezes – disse sua mãe. ––– Que moça, mãe? ––– A responsável pelo seu papelão de hoje à tarde... Você achava bonito o que seu pai fazia com a gente? ––– Que que há, mãe? Nunca fiz nada parecido... Fui comemorar minhas férias e exagerei. Nada demais. ––– Sei... Bom, a moça foi muito simpática comigo... Deixou recado pra você ligar assim que acordasse. ––– Vou pensar se vou ligar ou não... ––– Comemorar as férias... Tá bom... E você, pelo menos sabe onde deixou seu carro? ––– Como assim, onde deixei... Mãe, como foi que eu cheguei em casa? ––– De táxi. ––– Ai, meu Deus... Dona Marta conhecia sua filha. Sabia do seu comportamento. Achou melhor não brigar com a menina. Sorriu ao vê-la correndo pro quarto. ––– Mãe, cadê a minha bolsa? – perguntou Patrícia, saindo do quarto e já vestida com uma calça jeans, tênis vermelho, camiseta azul e um casaquinho também vermelho. ––– Filha, você é tão bonita... Não vá se estragar por amor... Não vale à pena... Tua bolsa está ali – apontou para a mesa no canto da sala. ––– Vou buscar o carro. E não se preocupe mãe, vou me cuidar... Beijou-a e saiu. Pensou em entrar no carro e sair correndo dali... Sentiu vergonha pelo que fizera... Mas pensou melhor e entrou no bar. Agradeceu ao garçom por não ter permitido que ela fosse dirigindo no estado em que estava, pagou a conta, e saiu de cabeça erguida. Já no carro ficou em dúvida que caminho tomar. Cogitou a idéia de ir até a casa de Cíntia. Desistiu. Não tinha o direito de usá-la. Sabia que se fosse até lá, talvez não resistisse à tentação de se vingar de Iara:“Tudo bem que eu errei em enviar flores com aquele cartão apaixonado, mas ela tinha que escolher logo aquela maneira de falar? Precisava ser tão grossa?”. Nesse instante o celular tocou. Era Iara... Patrícia hesitou, e decidiu não atender. Nesse momento em que seu coração apaixonado chorava, ela precisava recompor suas emoções antes de olhar para Iara novamente. Ela não se sentia culpada no episódio das flores. Talvez tivesse cometido o erro de quem ama demais e quer ver um sorriso nos lábios da mulher amada. Se esta mulher não tem privacidade, nem liberdade para receber um mimo, o problema não era seu. Sentiu vontade de fugir de tudo e de todos. Lembrou-se da mãe. Ela pode ficar sozinha por alguns dias. Sem perceber, tão absorta estava em pensamentos, chegou em frente ao prédio de Cíntia. “Não cheguei aqui por acaso... seja o que Deus quiser”. Ligou e Cíntia atendeu. ––– Você está em casa? ––– Sim, estou... por quê? ––– Posso subir ou... está acompanhada? ––– Pode subir, claro.
Escrito por Maria Menina às 20h20
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