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Conto de Meninas - UOL Blog



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Conto de Meninas


Patrícia

Capítulo 68

 


Dona Marta sentia que por um bom tempo a filha estaria tranquila, agora que tinha Cíntia ao seu lado. Antes, ela chegara a pensar que as moças que gostavam de outras moças jamais encontravam a tranqüilidade de uma boa relação. Agora, depois de conhecer essas duas que se envolveram com Patty mais intimamente, pôde entender que o critério para a escolha era o mesmo usado pelas pessoas que gostam de pessoas do outro sexo. Ou seja: amor, companheirismo, parceria e tesão, por mais que fosse difícil pra ela pensar que sua filha fazia sexo com outra mulher. Nesses dias, lá no abrigo, conheceu mais uma moça “parecida” com Patrícia. Mas, pelo que ela soube, essa não era bem aceita pelos familiares, assim como a Cíntia. Esse fato levou-a a pensar em como sofrem quando não encontram apoio na família. Desde que começara a dar assistência às crianças do abrigo, vinha pensando bastante a respeito da visita que fariam à família de Cíntia. Havia decidido que não diria nada aos pais dela. Eles teriam que aprender a respeitar a filha maravilhosa que tinham sem que isso lhes fosse imposto. Na verdade, ela não sabia como agir. Porém, não se arrependera de ter aceitado o convite. Estava só esperando a confirmação.
“Bom, mas chega de ficar pensando aqui, parada... Vou cuidar da vida, porque daqui a pouco elas chegam para almoçar”. Pensando nisso, ela voltou a cuidar do almoço que, por sinal, estava de dar água na boca.

Enquanto isso, Cíntia trabalhava com cara de contente. Agora tudo se encaminhava para um final realmente feliz. Pouca coisa poderia atrapalhar os planos que ela fizera para a sua vida, desde que conhecera Patty e se apaixonara por ela. Ela acreditava que os piores momentos já haviam passado, porque Patrícia já não tinha mais aquele olhar melancólico e viajante que trouxera como herança da relação com Iara. Sim, porque apesar de ter disfarçado tudo o que podia engolindo todas as lágrimas de dor, ela sofreu muito com o rompimento causado pela falta de companheirismo e de confiança da Iara. E Cíntia assistiu a cada um desses momentos, ainda que se mantivesse quieta em muitos deles.
Nos primeiros dias, Patty sentira seu coração se desintegrar dentro do peito, mas manteve-se firme; em primeiro lugar, por causa da mãe, que não merecia vê-la sofrer tanto. Em segundo lugar, por Cíntia que nunca desistiu dela e sempre lhe dizia que tudo se transformaria com o passar do tempo; a mesma Cíntia amorosa e paciente que sentiu e respeitou a ausência dos seus carinhos, mesmo enquanto lhe entregava os seus. Hoje, passados mais de trinta dias do rompimento com Iara, Patrícia já se sentia bem mais leve e já começava a fazer planos, nos quais Cíntia desempenhava o importante papel de sua companheira.
Elas dormiam juntas quase todas as noites. Às vezes na casa de uma, às vezes na cama da outra. Isso, porem, não significava que sempre fizessem amor. No longo caminho a ser percorrido até o esquecimento total, Cíntia sabia que em alguns momentos apenas o papel de amiga lhe seria concedido.
Era visível, porém, o estado de êxtase constante em que ambas viviam devido às várias descobertas diárias, tanto do corpo quanto dos segredos que formavam a personalidade de cada uma. O tempo se mostrava a favor de Cíntia que, carinhosa e dedicada, vivia a esperar com paciência pelo dia em que Patty lhe diria as três palavrinhas mágicas, aquelas capazes de mudar a história de qualquer pessoa. No início da relação, ela soube que Patty se agarrara a ela, porque precisava sobreviver, respirar e recuperar a crença num possível recomeço. E mesmo tendo se entupido de tanto trabalho, Patty não deixou de dar assistência e atenção para a mulher que, segundo ela, havia lhe tirado do buraco em que Iara a colocara.

Agora, faltando quinze dias para o Natal, Cíntia já se sentia mais segura nesta relação e era isto que sustentava o seu desejo de apresentar a namorada para os pais. Mesmo que eles nem ficassem sabendo que ela era a sua namorada.
Ligou para os pais combinando que, como sempre, faria a ceia natalina com eles. Quem atendeu ao telefone foi Afonso, seu pai. E isso sempre dificultava um pouco as coisas, porque ele fazia o tipo de homem que não entende nada dos preparativos domésticos. Por isso, sua mãe sempre brincava, dizendo que “pelo menos ele é um bom provedor e costuma pagar tudo calado... E essa é a melhor parte”, concluía sorrindo.
––– Oi, pai, tudo bem por aí?
––– Tudo, Cíntia, mas estou com saudade da minha menina... Quando é que você vem nos ver?
––– É pra combinar isso que eu estou ligando, pai. Vou passar o Natal com vocês, como de costume. Só que desta vez não irei sozinha.
––– Será que finalmente vai nos apresentar um bom rapaz? – arriscou ele, cheio de esperança.
––– Pai, nós já conversamos muito sobre esse assunto, tá lembrado?
––– É, eu sei...
––– Então, quero levar minha chefa e a mão dela, mas para isso preciso combinar com vocês...
Resignado, ele deu um longo suspiro.
––– Tudo bem, Cíntia... Vou passar pra sua mãe... Ela que entende dessas coisas... Um beijo, filha...
Carmem, sua mãe, gostou da idéia e aproveitou para dizer que este ano a casa estaria cheia, porque André, irmão de Cíntia, estaria presente com a mulher e os dois filhos. Ele morava no Nordeste e raramente vinha nesta época, porque sempre passava os Natais com a família da mulher.
Conversaram por algum tempo e Cíntia desligou. Imediatamente, ligou para dona Marta para lhe contar que agora era oficial: elas iriam passar o Natal com a sua família.
No dia seguinte, Marta foi ao Shopping com sua lista, desta vez com mais dois nomes: Afonso e Carmem. Ficou cheia de dúvidas quanto ao melhor presente para o casal, já que não os conhecia. Resolveu que não pediria ajuda de Cíntia, porque certamente ela tentaria dissuadí-la dessa idéia, por isso optou por uma echarpe em tom neutro para a mulher e um bom vinho para o homem. Mesmo fazendo as compras com alguns dias de antecedência, ela percebeu que a cada ano a correria ficava maior. “Bom, mas a gente tem que se adaptar sempre, né?”, pensou ao pegar o táxi de volta pra casa. No abrigo das crianças, o almoço de Natal aconteceu no dia 22 e Marta participou de toda a organização. Só não cozinhou, porque cada prato foi oferecido, já pronto, por um comerciante diferente da cidade. Nesta ocasião, vários presentes eram enviados para as crianças carentes. E no restante do ano, muitos desses comerciantes esqueciam totalmente das criancinhas que tanto bajulavam no Natal.



Escrito por MariaN às 23h26
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Patrícia

Capítulo 67

 

Na segunda-feira de manhã, a paz entrou com elas no escritório. Qualquer pessoa que tivesse convivido com as duas percebeu que havia alguma coisa mágica no ar naquela semana. Naqueles dias, Patrícia dormiu fora duas vezes. E dona Marta achou a coisa mais natural do mundo. Ela exultava de alegria, mas evitava demonstrar além do normal. Sentia no olhar de Cíntia o quanto ela prezava o bem-estar de sua filha e via em seus gestos o desejo de dar à Patricia segurança e dedicação diariamente. E assim, a semana passou voando. Cada minuto era bem alimentado de amor e atenção por Cíntia, que não cabia em si de contentamento.
A cada dia Patrícia notava que a lembrança de Iara tornava-se mais e mais distante. Aprendera também a ligar o mecanismo do esquecimento, afinal, não queria se entregar às lembranças,  nem a um possível “revival” com Iara. Acreditava que o fim era definitivo e não daria chances para o sofrimento infrutífero. Por isso, ao final de vinte dias desde o rompimento, ela se lembrava apenas que, ao perder tempo tentando ensinar a alguém coisas que esse alguém não queria aprender, ela ganhara muita experiência para, no futuro, não se entregar tão completamente como o fizera com Iara. Por conta disso, por mais que estivesse se sentindo feliz e tranquila ao lado de Cíntia, passava muito tempo se controlando para não se entregar. No entanto, sentia-se vitoriosa, no balanço final, porque com Cíntia tudo acontecia de maneira diferente: a certeza do amor sereno a sossegava nos seus momentos de dúvidas e a ajudava na condução da sua vida. E o mês que havia começado com sofrimentos, lágrimas e rompimento chegava ao final com alegrias, sorrisos e recomeço.
E como passava rápido este mês de novembro! Os dias sucediam-se com competência e presteza. Patty e Cíntia absorviam-os com alegria e prazer. O escritório, antes tão formal e tenso, aos poucos ganhou suavidade, e todos foram atingidos por essa onda de leveza que delas emanava. Nos últimos dias desse mês, duas novas pessoas integraram-se ao quadro formado por Patrícia, Cíntia, Érica e Vítor. O espaço físico foi ampliado com a aquisição da sala ao lado, e o escritório agora caminhava para se tornar a sede regional do departamento jurídico da empresa. A filial de Rio Sem Fim estava programada para entrar em funcionamento em março e, durante algum tempo, dependeria da infra-estrutura do escritório chefiado por Patrícia. Este detalhe acabou perturbando um pouco sua tranqüilidade, porque Hélio Santiago já estava designado para o novo escritório. Teriam que trabalhar em harmonia até que o novo escritório pudesse se tornar independente. Ela soube que ele ainda não havia retornado da viagem e que, assim que voltasse, no início de janeiro, ficaria na capital até a mudança definitiva. Então, ela teria um bom tempo para se preparar para os possíveis problemas que ele viesse a lhe causar.
Com a chegada de dezembro, a companhia de Cíntia e o passar inexorável dos dias, Patricia relaxou um pouco e considerou que o aumento automático de responsabilidade nada mais era do que o reconhecimento pelo trabalho de tantos anos. Ela sentia que a carga de trabalho e as exigências de seus superiores aumentariam consideravelmente, mas não temeu por isso. Sabia que agora estava mais forte e mais capaz. 

Enquanto isso, Iara irrompia o mês de dezembro com uma voracidade de vida, de desejos de  realizações e aventuras até então desconhecidas por ela mesma. Nos últimos dias já não se dava tão bem com o pai quanto antes, o filho estava prestes a entrar em férias, e ela não havia sequer iniciado uma programação com ele e, pra completar o quadro, Hélio aparecera duas vezes com ares de bom moço no intuito de resgatar o casamento perdido. Ele dizia que agora tudo poderia ser diferente, já que saberia como agir, na cama e fora dela, para fazê-la feliz. E era bom que ela aproveitasse a chance que ele estava lhe dando, porque seria sua última tentativa de lhe dar o amor que ela desprezara antes.
––– Hélio, porque você ainda perde seu tempo comigo? Já se esqueceu de toda a minha luta para conseguir o divórcio?
––– Não me esqueci, não... Você passou feito um trator em cima de mim e de tudo o que construímos juntos, eu me lembro muito bem de tudo o que você fez comigo!... Mas eu já sei que você já se livrou daquela uma que ficava botando coisas na sua cabeça contra mim... ainda bem que você despertou a tempo e não deixou que ela continuasse a estragar a sua vida, porque ela só queria dar o golpe em nós dois! Ela tanto fez que alcançou o que queria: a nossa separação e o meu cargo na empresa... Como você pode ver, ela desestruturou nossa família!
––– Hélio, você quer fazer o favor de ir embora daqui? Nosso casamento acabou, e eu não pretendo retornar ao passado.
––– Eu sei que acabou, Iara, mas foi por culpa dela. Sozinha, você não teria me enfrentado!
––– Eu já queria interromper o casamento há muito tempo. Ela não teve nada a ver com minha decisão.
––– Você quer que eu acredite que aquela Patrícia não foi o principal motivo?
––– Por que você insiste tanto? Será que preciso me repetir, Hélio? Quando ela surgiu na minha vida, eu já estava decidida a pedir o divórcio... Nós dois não tínhamos um relacionamento: tínhamos um casamento que se arrastava por muito tempo, sem amor, sem tesão...
Nesse ponto ele a interrompeu:
––– Alto lá! Eu nunca perdi o tesão por você! E eu estou pronto pra te perdoar... Volta pra mim, vamos terminar de criar nosso filho...
Iara retomou a sua frase do mesmo ponto em que ela foi interrompida:
––– Eu precisava sair viva do casamento com você! Talvez você não saiba, mas eu morria a cada dia ao seu lado. E... quer saber? Eu já estou com outra pessoa! Por isso, pode ir parando com essa conversa sem sentido pra mim! – perdendo um pouco a paciência, ela concluiu: -  Ah, não me gasta, Hélio! Vou chamar teu filho e depois de falar com ele, por favor, vá embora daqui! Aliás, que é que você acha de levá-lo pra passar uns dias contigo, seja lá onde você estiver?
Nem esperou resposta e saiu da sala indo atrás de Rodrigo, que como sempre, estava em volta dos animais no quintal.
––– Rô, teu pai está aí... Vai lá dar um beijo nele...
O garoto saiu correndo e entrou em casa. Encontrou o pai e o avô conversando na sala.
––– E aí, filhão, que saudade, moleque!! Dá cá um abraço no teu velho pai...
Rodrigo riu da maneira que Hélio falou e o abraçou apertado.
Vera serviu café, suco e bolo de milho para todos enquanto eles decidiam se Rodrigo iria ou não passar o final de semana com ele. Foi o próprio Rodrigo quem definiu a situação:
––– Pai, eu vou com você no outro final de semana, porque minhas férias começam na sexta-feira e eu ainda preciso estudar pra duas provas, tá?
––– Ótimo, meu filho... Até lá dou uma organizada nas coisas, afinal acabei de chegar de viagem...
E virando-se para Iara, ele disse:
––– Estou pensando em vender a casa daqui e comprar lá em Rio Sem Fim... Você tem certeza que não quer vir comigo?
––– Hélio, você já sabe a minha posição...
––– Tudo bem, Iara... Depois não diga que eu não tentei...
Ele saiu em seguida, e Iara, no momento da despedida, viu lágrimas em seus olhos. 

Mais tarde ela diria para Vânia:
––– Você precisava ver que homem patético! Que situação desagradável... Meu pai me olhava o tempo todo, como se estivesse exigindo que eu aceitasse o que ele me propunha!
––– Olha, eu ainda não conheci o teu pai, mas ele não me parece uma pessoa incompreensível. Para o bem de todos, e já que você não pensa em sair de lá tão cedo, que tal se você voltasse a tratá-lo bem?
––– Ah, sei lá, viu... Estou ficando cansada disso: sempre alguém se metendo em minha vida... Antes era o Hélio, depois a Patrícia, que, assim como ele, se achava minha dona, depois meu pai e agora você também...
––– Lá vem você com o nome dessa mulher de novo! Por que não vai atrás dela de uma vez? E também não entendo a razão dessa explosão comigo! Só estou tentando te dar uns toques sobre como viver bem com as pessoas que te rodeiam... Ah, como você é cabeça dura, Iara... Assim, sem mais, nem menos, você vem com tudo pra cima de mim!
––– É o que eu deveria fazer mesmo! Ir atrás de Patty, pelo menos ela era carinhosa comigo...
––– Juro que não te entendo! Você reclamava tanto por não suportar as pieguices dela...
E, mais uma vez, elas iniciaram uma briga sem ter nem porquê. E mais uma vez a briga acabaria na cama, como todas as outras. E assim, elas levariam a relação até que o excesso de sexo bruto, ou o coração volúvel de uma delas, ou de ambas, as separasse. 

E dona Marta, neste mês de dezembro, decidiu que exerceria algum trabalho voluntário. Tudo por conta da avalanche de emoções causadas por tantas propagandas na TV, panfletos e também pelas pessoas que em maior quantidade nesta época, batem nos vidros dos carros, pedindo “uma esmolinha pelamordedeus”. Isto sem falar que quando o Natal se aproxima, o apelo pela emoção vem embutido em tudo o que nos rodeia, justamente para causar comoção nas pessoas. Num desses outdoors espalhados pela cidade, ela se comoveu ao ver fotos de crianças implorando por uma madrinha ou um padrinho. Assim, em duas ocasiões pediu a Patricia que a levasse para conhecer asilos, creches, orfanatos e casas de apoio aos doentes. Desta forma ela poderia escolher em que área atuar. Pelas informações obtidas durante essas visitas, o lugar com o qual ela mais se identificou foi com um orfanato-creche situado num bairro não muito distante do seu. Segundo ela disse depois para Cíntia:
––– As crianças são muito fofas e muito carentes... aqueles olhinhos lindos olhavam pra mim como se estivessem vendo uma avó de verdade. E olha que muitos ali sequer conheceram mães ou avós! Acho que vou gostar de passar algum tempo com elas...
––– E a senhora já sabe qual o período do dia será dedicado a elas?
––– Ah, não vou lá todos os dias, mas nas terças e quintas irei pela manhã e só voltarei pra casa depois do almoço. E é aqui perto, posso ir sozinha. Nem vou precisar que a Patty me leve lá...
Cíntia entendeu que ela estava tentando suprir seu desejo de ser avó. E ao comentar isto com Patrícia esta se lembrou que uma vez dissera a mãe, há muito tempo, que não havia nada que a impedisse de ter filhos. O fato de ser homossexual não a deixara estéril e, através de métodos bem modernos, poderia sim dar um neto a ela.
––– Acho que minha mãe está agindo desse jeito para me lembrar disso, Cín...
––– E você pensa mesmo em passar por todo o processo da gravidez?
––– Não vejo problemas nisso, mas diante de tantas crianças abandonadas, talvez a melhor opção seja mesmo adotar. Mas, pra isto, ainda preciso me preparar um pouco mais...
Tiveram esta conversa na cama dois dias antes de dona Marta iniciar o seu trabalho no abrigo.
Então, tudo combinado, as terças e quintas Patty almoçaria pela rua, porque a mãe teria compromisso no abrigo. E finalmente chegou o dia em que Marta uniu o útil ao agradável. Conseguia seu intento de se sentir avó quando começou a participar da vida daquelas crianças. Seria uma espécie de madrinha, mas logo no primeiro dia já foi chamada de ‘Vó’, e isso a deixou muito feliz.



Escrito por MariaN às 20h00
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